04 abril 2008
21 março 2008
05 março 2008
parte I

Marcelino é um tipo engraçado. Nasceu com seis dedos na mão esquerda e um pé maior do que o outro. Na verdade, Marcelino não gostava muito da sua aparência. Sabia que as pessoas riam muito nas suas costas. E isso era realmente muito dificil de suportar. Marcelino gostava de uma puta chamada Guilhermina que trabalhava com alguma regulariedade na rua abaixo da rua onde morava com os seus pais e os canários. Marcelino ia frequentemente à mercearia do Ti Jaqim, com essa bastarda desculpa de necessitar de uma embalagem de margarina, para poder encontrar a Guilhermina. Sempre que ele entrava no estabelecimento, Guilhermina empinava as suas nádegas com firmeza. Ela sabia do interrese natural que o Marcelino tinha pelo seu rabo. Sempre que se inclinava para a frente e se baixava para tirar uma lata de feijão da parteleira de baixo, afinal o Ti Jaqim também gostava de a ver dobrar-se pois tinha colocado aquela estrutura de parteleiras mesmo de frente para o seu balcão só pra poder ver o rabo das suas clientes, ela sabia que o marcelino começava logo a transpirar. Isso provocava-lhe uma excitação maior no seu interior consumido por vários. Marcelino sempre que olhava para a volumetria traseira da Guilhermina, sentia um calor tórrido. Começava a suar por tudo o que é buraco do seu corpo. Não demorava nem um minuto para sair da mercearia a correr e tentar entrar em casa sem dar nas vistas. Mas, naquela Terça-Feira do mês de Fevereiro, Marcelino não conseguiu conter. Assim que saiu da loja, teve de se esconder atrás de um contentor que se encontrava de frente ao prédio de azuleijos onde vive o seu amigo Lérias. Abriu o fecho das suas calças e começou a aliviar o seu nervosismo. De tal maneira estava absorvido na recordação daquela imagem sensual, daquelas cuecas cor-de-rosa, rendadas que a Guilhermina estava a usar, que nem reparou num tipo todo vestido de negro que se encontrava encostado à porta do prédio. Segurava uma camera de video e silenciosamente gravava a cena toda. Quando marcelino acabou, com alguma violência, o seu aliviar, o tipo vestido de negro guarda descontraidamente a camera no bolso do seu casaco. Marcelino olhou em frente e com uma expressão de terror, disse boa tarde ao individuo. Sem qualquer receio de ter cometido uma violação do direito básico à privacidade do cidadão, o tipo responde-lhe boa tarde e afasta-se da porta. Marcelino levanta-se e entra no prédio. Olha para trás para confirmar que o individuo não o controlava. Carregou com o seu sexto dedo da mão esquerda, no botão do elevador. Ainda a tremer, abre a porta e entra. Seleciona o botão do terceiro andar, e começa a limpar o sue suor num lenço de papel.
27 fevereiro 2008
19 fevereiro 2008
17 fevereiro 2008

Temos de acabar com esses filhosdaputa religiosos que nos impedem de evoluirmos enqunto espécie. Sejam os cabrões dos cristões, dos paneleiros dos judeus, dos cagalhões dos mulçomanos ou dos paranoicosbudistas, hinduistas e o caralho do cú da mãe deles.
16 fevereiro 2008

E de repente, dei comigo aqui no século XXI e foda-se.............. parece que ainda estou nos 80! Mas será que este pessoal só consegue viver na cena do revival? Caralho, é ser muito xunga.
05 fevereiro 2008
30 janeiro 2008

O castelo tinha as paredes brancas. Só a sujidade do sangue dos vermes mortos no alto das suas muralhas, impedia que qualquer pessoa confundi-se a alta fortificação com uma nave celeste. O sorriso do seu mestre reflectia de pleno fulgor, o seu gosto em brincar com os outros. Conseguia com muita facilidade confundir a razão e enganar a própria lógica. Todos morriam de estupidificação, aqui neste reino de paredes caiadas de branco e tão antigas como a memória esquecida. Da alta torre com visão periférica constante, o sujeito manipulava aqueles que mantinha o seu reino. Costa luminosa, banhada por um oceano de águas aquecidas pelo esforço de disfarçar o que não se quer reconhecer. Gente até demais. Na solidão. E o seu mestre continuava a usufruir dos outros. Esta poderia ser a estória da vidinha nossa, mas não é. É a vida de alguém que ocupa o meu cérebro queimado.
28 janeiro 2008


... e não vou falar sobre o festival. A única coisa que digo é que a presença da Chili Com Carne e a El Pep, teve resultados positivos. E este ano a coisa ainda não acabou. Que se fodam todos.
18 janeiro 2008

Já é oficial! A Chili Com Carne vai estar este ano a dividir um stand no festival internacional de BD em Angoulême. A CCC vai representar as editoras suas associadas e vai dividir o espaço com os finlandeses da Boing Being. O stand vai estar na Bulle New York ao pé da cromaria toda. A El Pep vai estar representada pelo seu patrão señor Pepedelrey, o sócio-gerente JCoelho e um dos seus génios Mr. Rui Lacas. Vou tentar fotografar a coisa e postar aqui... ou talvez não.
14 janeiro 2008
11 janeiro 2008
10 janeiro 2008


Estas duas foram publicadas na Bongolê-Bongoró número 2, revista brasileira. Ainda não vi este número, só conheço a capa e o poster. Enfim, dificuldades no envio de livros entre Brasil e Portugal... outras coisas são bem mais fáceis de enviar.
12 dezembro 2007





No dia 11 de Dezembro, ontem, o Geraldes Lino lançou o número 10 do seu fanzine EROS. Pá, é uma cena de comemoração da coisa passados 20 anitos da coisa ter sido parida pelo general Lino. Pá, tás a ver, a cena é feita por pessoal misturado. A capa é desenhada por mim e pintada pelo almirante JCoelho. A minha Bd são só 4 páginas de foda. O JCoelho e o Rui Lacas também fizeram BD. Mais uma punheta com um atraso de 20 anos.
16 outubro 2007
05 outubro 2007
03 outubro 2007
28 setembro 2007

Mesmo dentro do carro vejo as pessoas nos outros carros a olharem para mim e quando saio do carro as pessoas que estão paradas nos passeios estão também a olhar para mim e eu sei disso porque tenho de olhar para todas elas para ver se estão a olhar para mim para me matarem para me roubarem para me empurrarem para a frente de outro carro que esteja a passar no momento exacto e que o conductor não esteja a olhar para mim.
Está um polícia a olhar para mim com aquela expressão imbecil de polícia a olhar para os outros como se os outros não fizessem parte dele num todo o imbecil do polícia está a olhar para mim como se desconfia-se de alguma coisa o cabrão do polícia que veste roupa de vários tons de azul como se fosse necessário definir o seu sexo pela cor da indumentária e nunca percebi porque é que as meninas polícias não se vestem de cor-de-rosa que afinal é a cor das meninas e não o azul que é a cor dos meninos.
O paquistanês sentado na esplanada à espera de mais turistas idiotas para lhes vender flores que vão morrer dentro de dez minutos nem mais um segundo está a olhar para mim deve estar a pensar que sou estrangeiro a turistar por ai nas ruas de Lisboa mas o estúpido não percebe que sou mais um tipo que por ai anda e continua a olhar para mim o desgraçado.

Esta está exposta na galeria do sitio da Chili Com Carne. Os cabrões dos mortos andam a dançar na minha cabeça, e deve ser por isso que não sei mais desenhar. Os cabrões dos mortos só gostam de foder a vida dos vivos, enchem-nos de ideias merdosas para complicar a lógica e baralhar todos os conceitos que poderiam ser muito mais humanos. Os cabrões dos mortos dançam na porra da minha cabeça, ao som de uma merda qualquer. Não consigo definir se aquilo é ruído por ser só ruído ou é mesmo uma tentativa de criar qualquer tipo de lógica entre os vários graus de ruído. Os cabrões dos mortos cheiram mal. Os cabrões dos mortos entram sempre nos meus sonhos para me dizerem quem eu sou, não me permitem desviar do caminho que tenho de seguir. Os cabrões dos mortos são a minha familia e gostam de mim. Nem que seja só para me foder o juízo. Cabrões!
16 setembro 2007

É assim: não tenho prazer algum em fazer Bd. Parece que não funciona. Não consigo fazer uma porra de Bd de jeito. Os desenhos estão mal, as páginas não funciona na cabeça nem no papel. Tenho três para acabar e tudo o que já foi feito é para esquecer. Não dá. Estão uma merda. O Mário está fodido comigo porque ainda não acabei a dele. O JCoeho fodido está porque não acabo a dele. O Osvaldo deve estar na mesma porque não acabo a pintura da Bd dele. Está tudo a sair mal, muito mal. Deve ser da crise da ternura dos 40. Sei lá eu.
10 setembro 2007
09 setembro 2007
31 agosto 2007

De ciganos, de labregos, de emigras, de saloios, de judeus, de cristãos, de mouros, do Porto, de Lisboa, de morangos com açucar, de espanholes, da federação norte americana, de brasileiros ladrões sambistas, de afrotretas, de gente chata, de chorões, de mamões, de lambe sapatos e cús, de policias cobardes, de militares arrogantes e anacrónicos, de ensaístas, de poetas, de chupistas, de entrevistas, de rabetas, de conas malparidas, de futebol, da Fátima que até era virgem, do deus e do demónio, de fados fatidicos, de caravelas pessonhentas, de memórias, de pagar impostos, de ser roubado nas auto-estradas, de parar em sinais vermelhos, de ser agredido com a luz dos flashes dos radares, de ouvir a puta da mesma conversa, de beber cerveja que já nem é nossa, de vegetarianos, de carnes podres, de peixes, de peixeiras, de tascas, de vinho marado de marca, de filmes, de liberais, de bancos, de bancários e banqueiros, de gente óbvia, das gajas armadas em parvas, de gajas que não fodem comigo, de gajos tótós, de tudos os sacanas dos táxistas, de cangalheiros, de padres sidosos, das velhas que nunca mais morrem, de telenovelas, de telemoveis, de lojas, de centros comerciais, do sol, das praias cheias de merda, de barcos pagos a prestações, de carros que nem são deles mas sim das empresas onde trabalham, das putas que nunca mais são seguras, do filho da puta do Bush, da cabra da Rainha do Reino Unido, dos britanicos, de casamentos, de baptizados, de carros xungas tunnings, da moda das bicicletas, dos imbecis pobres coitados de cartões de crédito, de artes plásticas que já não são artes e só são plásticas, da modernidade, da estupidez, das bebidas que sabem sempre ao mesmo, da mentira da democracia, das eleições que não elegem nada, de médicos drogados sem a miníma vocação, de arquitectos tortos, de engenheiros que não são, de contabilistas, de malabaristas, de fadistas, de maristas, de casas pias, de todos os que incomodam na rua, de estatisticas, de bilhetes de comboio e metro, de ruas tortas, de estacionar para ser roubado pelos inúteis da emel, da corrupção das autarquias, de não ter um novo aeroporto, de sermos pequenos e não entendermos que temos de ter já a merda do tgv, de estar afastado da europa, de conservadores, dos porcos da maçonaria, dos assasinos da opus que deviam erra enfiar a puta da cruz no cú, de tabaco, do bairro alto e seus anormais, da catinga, da portugal telecom, da edp, dos cabrões dos senhorios, das taxas moderadoras, de ti.
14 agosto 2007
11 agosto 2007

09 agosto 2007


Boring fisherman's



























