03 abril 2019
Nokunoku Tekuta Shikufu
Uma pequena #bd de 32 páginas, para experimentar estas #zig #brush#pen. Quando acabar, opino sobre estas canetas.
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Pronto. Canetas boas para desenhar coisas soltas e sem grande detalhe mas não se aguentam para desenhar pranchas de bd. Pelo menos estas 32 pranchas em formato A3, não aguentaram. Tive de recorrer aos pincéis e aos agrafos. E muito café.
26 março 2019
19 março 2019
4 em 1: Neves e Sousa revisitado
Divulgação da exposição (errata: o nome Darcy está errado. O correcto é Darsy)
http://www.cm-oeiras.pt/pt/agenda/Paginas/neves-sousa-revisitado.aspx
http://www.cm-oeiras.pt/pt/agenda/Paginas/neves-sousa-revisitado.aspx
13 março 2019
Fala-me Do Amor
FALA-ME DO AMOR foi uma exposição de ilustrações originais realizada em 2012 na sex shop Purple Rose na Pensão Amor. Foi um trabalho complementar à exposição AMOR (realizada para as comemorações dos quinhentos e tal anos do Bairro Alto e foi exibida numa mercearia gourmet no Bairro Alto) um Lado B do AMOR. Estas são as sobreviventes dessa exposição. As outras foram vendidas durante esse tempo.
Agora quero vender estas (espero que não sejam revendidas em olx's espalhados pela rede).
Quem quer comprar?
São cartolinas de 220 gramas, com formato entre o A3 e o A4, a tinta-da-china.
07 março 2019
4 em 1: Neves e Sousa revisitado
de 23 de Março 2019 a 25 de Maio 2019, vou ter ilustras inseridas na exposição 4 EM 1: NEVES E SOUSA REVISITADO, na Livraria-Galeria Municipal Verney em Oeiras na companhia dos Grandes Osvaldo Medina, Miguel Santos e Darsy Fernandes.
#angola #oeiras #illustration #art #africa #NevesESousa
18 fevereiro 2019
A VIAGEM DA VIRGEM ou VIRGIN'S TRIP - A primeira para breve e a segunda no já ido 2006
A VIAGEM DA VIRGEM ou na sua versão original VIRGIN'S TRIP, foi um álbum de BD da responsabilidade do Pepedelrey (argumento e desenho), Jorge Coelho (desenho), Rui Gamito (desenho), Rui Lacas (desenho) e do Sérgio Duque (design e animação). Com a cumplicidade do Pedro Vieira de Moura (tradução e prefácio), do Nuno Duarte (revisão e correcção do argumento), do Rui "Fred" Cunha (e músicos convidados, banda sonora original com 16 temas). A versão original era em inglês e brevemente sairá a versão portuguesa.
Copyright das imagens por ordem: Pepedelrey; Jorge Coelho; Rui Gamito; Rui Lacas
Texto do Pedro Vieira Moura publicado no seu lerbd.blogspot.com sobre esta BD:
Um dos mitos mais constantes nos círculos da banda desenhada é o do “autor completo”, isto é, de um autor individual que está na base da criação (e controlo) da “sua” obra, desenhando, escrevendo-a, etc. O primeiro problema desse mito está no facto de que este último “etc.” engloba várias actividades que permitem e levam à existência da própria obra (o seu suporte físico, pelo menos) e que não foram da responsabilidade do autor. O formato, por exemplo, de uma edição, pode alterar a percepção e fruição de uma obra (vejam-se as edições de Le Journal de mon pére de Taniguchi, ou as edições francesa e a norte-americana de L’Ascension de l’Haut-Mal de David B.) Outros pormenores são também fundamentais, e bastaria apontar a colorização dos álbuns em França, que não é feito pelos autores, e que muitas vezes faz ou não emergir importantes matizes de uma “personalidade” da obra final, como exemplo. O segundo problema desse mito é que parece servir de deíctico suficiente de qualidade. Ora, isso não é verdade. E seria ridículo tentarmos aqui apontar ou listar obras que nasceram de trabalhos de colaboração, quatro mãos ou de funções separadas, ou até mesmo de ateliers, e que atingem, de modo satisfatório ou de excelência, a mestria, a fluidez, a legibilidade, a arte, a completude, enfim.Serve isto como introdução ao presente livro pois parece-me não estar em erro que estamos perante um modo de produção que não é muito, se de todo, comum no nosso país. Fruto do trabalho de um atelier, mas sem com isso apontar a uma qualquer espécie de taylorização, este é um livro cuja força criativa, não obstante uma certa cadeia de eventos ou de razões, não recai sobre uma só pessoa. A história e conceito é de uma pessoa (Pepedelrey), que foi transformada na narrativa organizada por outra (Nuno Duarte), depois desenhada por quatro artistas (Pepedelrey, JCoelho, Rui Gamito e Rui Lacas), traduzida para inglês com algumas transformações textuais (eu próprio) e tudo apresentando num pacote de design “slick and smooth” (Sérgio Duque). E ainda existem projectos de animação e de música associados ao projecto. Mas todas estas etapas – tirando a tradução, claro – foram seguramente discutidas entre todos os intervenientes para chegar ao objecto final, que é o livro, que é o texto d’“A Viagem da Virgem”.Tratando-se de uma história que se encaixa segura e facilmente na “ficção científica”, está mais próxima de um trabalho adulto que se encontraria nas histórias curtas Metal Hurlant francesa que qualquer outro tipo de produção. A utilização de todos os elementos que fazem reconhecer esse “género” é, porém, para levar de imediato para outras paragens: estamos perante a discussão de dois companheiros, entre a obsessão de um deles por uma mulher, a qual, como alguém já disse, reescreve o conceito de “mulher-objecto”, e a busca do seu comparsa em entender essa obsessão transformando-a sua e pervertendo-a, não sem antes se repor a ordem desequilibrada. É admirável como a utilização de três artistas, de traços diversos mas que ganham alguma osmose por conviverem num mesmo espaço, e seguindo técnicas e efeitos de cor idênticos, se plasma com a história que está a ser contada, com as etapas dessa história, provocando um sentimento de estranheza, ou até de desconfiança, como diz David Kino, à entrada do livro. O formato oblongo, a vinheta por página (fora certas excepções inventivas), o amarelo-torrado e ocres contrastando com as escalas de cinzentos e os pretos brilhantes, as relações dos textos com os silêncios, e dos mesmos com os desenho, fazem de Virgin’s Trip um gesto algo inusitado neste país, sem preconceitos nem presunções, mas conseguido e que pode servir de lição a quem sofre de inércia... As várias exposições já tidas e a elaborar mostram também um interesse e um domínio existentes, ou nascentes. O facto de estar em inglês é uma estratégia comercial que espero ser de sucesso. Mas só o tempo o dirá, já que os esforços dos autores e editores são reais.
01 fevereiro 2019
Pepedelrey - Antologia Gráfica 1984-2018
Pepedelrey - Antologia Gráfica 1984-2018, editora Escorpião Azul, ainda tenho alguns exemplares assinados e autográfados (quem quiser dedicatória é só pedir) disponíveis para venda.
Mil obrigados aos editores e à família. Milhões de obrigados a Hugo Tiago, Leonor Pinela e Paulo Gonçalves, honra de ser vosso amigo.
“Estou farto desta terta toda!”, lê-se num auto retrato que o PepeDelRey fez num dos meus diários gráficos, durante uma exposição de banda desenhada no antigo Fórum Picoas. Este desenho, gralha incluída, para mim resume o Pepe: directo, franco, sem papas na língua, também sem se levar demasiado a sério.
Juntou-nos a António Arroio, o desenhar compulsivamente, o cinema, a banda desenhada. Nessa altura o Pepe já fazia banda desenhada, tinha um estilo definido, enquanto nós andávamos à procura da identidade, a experimentar materiais. O Pepe também experimentava, mas estava uns passos à nossa frente, e sabia tudo de BD!
Traço limpo, nem realista nem caricatural, reconheço sempre os desenhos do Pepe, os sujeitos e objectos representados, a sua personalidade molda-os num estilo gráfico próprio. As histórias põem-me alerta e fazem-me rir, fazem-me questionar o mundo ao nosso redor, espicaçam a imaginação.
A António Arroio, o desenho, o cinema e a banda desenhada ainda nos unem, é uma honra, Sr. Pepe!
Leonor Pinela
Mil obrigados aos editores e à família. Milhões de obrigados a Hugo Tiago, Leonor Pinela e Paulo Gonçalves, honra de ser vosso amigo.
O Pepe
Atualmente desempenho funções de ajudante autorizado
de notário, e estava a trabalhar num cartório quando recebi o convite para
escrever um texto sobre o Pepe.
Imaginem um tipo que, ainda adolescente, tenha estado
numas festas com o Jim Morrison, e anos depois, prosseguindo uma carreira no
ramo segurador, é convidado para escrever sobre o líder dos “The Doors”.
É que foi um pouco assim que eu me senti, perante a
perspetiva de escrever sobre uma figura dionisíaca como é o Pepe. Ou seja: eu
estava lá, e até li Aldous Huxley, mas agora sou um burocrata.
Mas não passou de um ataque de autocomiseração, que
acabei por ultrapassar.
E, indo direito ao que interessa, pensei em resumir a
coisa em duas frases curtas:
1) O
Pepe apresentou-me a obra de Ray Bradbury (Crónicas Marcianas, na coleção
Caminho de Bolso);
2) Razão
pela qual estou profundamente agradecido.
Caso estas referências não representem grande coisa
para vós, queridos leitores, “Ray Bradbury”, “Crónicas Marcianas” ou a “Coleção
Caminho de Bolso”, não se preocupem.
Mas, por favor, depois de lerem este livro, leiam
outros: estão a precisar de ler mais!
Enfim, mas isto não diria grande coisa ao público em
geral, mesmo explicando que o que quero dizer com isto é que o Pepe agarrou num
miúdo inculto e inexperiente (e imberbe!) e mostrou-lhe que livros ler, que
música ouvir e que filmes ver (a ante-estreia do “La Bamba” na Cinemateca é
matéria para a mitologia urbana).
Ainda assim, talvez ajude se for explicado que a
realidade dos anos 80 era um pouco diferente.
O êxodo rural dos anos 60, agravado com o contingente
de retornados de 74/75, deixou a grande Lisboa cheia de jovens sem grandes
referências sociais, num país pobre e pequenino. Caso não percebam de que é que
estou a falar, faço notar que no final dos anos 70 deram-se tumultos graves no
liceu de Oeiras, apenas porque era Carnaval.
Era difícil comprar discos, os filmes estreavam com
meses de atraso, a imprense estrangeira vendia-se em Lisboa apenas em dois ou
três pontos (Rua do Arsenal, Aeroporto e pouco mais).
Lembro-me de ver um debate na televisão sobre a
violência no audiovisual, a propósito da estreia do Rocky IV e da apresentação
do teledisco (sim, era assim que se designava) do “Undercover of the Night” dos
Rolling Stones.
Por essa altura tínhamos o presidente da Camara de
Lisboa a ameaçar com violência nas ruas se fosse estreado o último filme do
Godard (Je Vous Salut, Marie!).
Era um país diferente para nós, que ainda pudemos
conviver com o Carlos Paião e com o António Variações (alguém se lembra do
António como personagem de Banda Desenhada?).
E neste panorama existia um farol de vitalidade
artística, a António Arroio.
Escola de ensino artístico, por onde passou toda a
gente que importa (é excessivo, eu sei, mas não se pode falar da António Arroio
de outra maneira).
E eu tive o gosto de entrar na António Arroio com o
Pepe (uma espécie boémia de irmão mais velho).
E de o acompanhar pelo Bairro Alto (Bartis), pela
Tertúlia BD (Chico Carreira, no Parque Mayer) e pelo Clube Português de Banda
Desenhada (em Benfica, na altura). Estava com ele quando estiveram cá autores
como Bilal e Christin, J. C. Mezieres e Boucq.
Numa época em que os Capitão Fausto são confundidos com
Fausto Bordalo Dias, importa dizer que não havia necessidade de tanto
esquecimento, e para, em 40 anos, estas memórias e estas vivências não estarem
a ser mais partilhadas e revisitadas.
E o Pepe é uma memória viva da cultura urbana da
nossa cidade, que ainda não nos deu o melhor de que é capaz.
E queria terminar deixando aqui uma grande saudação a
um homem que, mesmo sem conhecer o Lester, já assinava Del Rey muitos anos
antes da Lana.
Hugo Tiago
Hugo Tiago
“Estou farto desta terta toda!”, lê-se num auto retrato que o PepeDelRey fez num dos meus diários gráficos, durante uma exposição de banda desenhada no antigo Fórum Picoas. Este desenho, gralha incluída, para mim resume o Pepe: directo, franco, sem papas na língua, também sem se levar demasiado a sério.
Juntou-nos a António Arroio, o desenhar compulsivamente, o cinema, a banda desenhada. Nessa altura o Pepe já fazia banda desenhada, tinha um estilo definido, enquanto nós andávamos à procura da identidade, a experimentar materiais. O Pepe também experimentava, mas estava uns passos à nossa frente, e sabia tudo de BD!
Traço limpo, nem realista nem caricatural, reconheço sempre os desenhos do Pepe, os sujeitos e objectos representados, a sua personalidade molda-os num estilo gráfico próprio. As histórias põem-me alerta e fazem-me rir, fazem-me questionar o mundo ao nosso redor, espicaçam a imaginação.
A António Arroio, o desenho, o cinema e a banda desenhada ainda nos unem, é uma honra, Sr. Pepe!
Leonor Pinela
Pepe? Pedro?
Nao interessa o nome, ele divide-se em
multiplas personalidades, é uma extensao daquilo que desenha e nao o inverso.
Se existe algo que sei do Pepe e dos anos
em que partilhamos os minutos de muitos dias e incontaveis noites é que nao é possivel
dar-lhe um rotulo, o Pepe apenas nao se encaixa em nada do que possamos pensar,
essa e sem duvida a sua grande virtude, um constante do inconstante e
observador atento daquilo que nao vemos.
O Pepe, O Pedro estara sempre do lado do
mais fraco e descriminado, a sua obra e uma bandeira dessa sua luta intensa e
silenciosa contra poderes instalados, demagogos e opressao em todas as suas
formas, os falsos moralistas nao tem lugar na sua mesa.
O nosso caminho cruzou-se em 1986 na Escola
de Artes Decorativas Antonio Arroio e a paixao comum pela Banda desenhada (e
miudas giras) levou-nos a juntarmo-nos ao Clube Portugues de Banda Desenhada
onde desenvolvemos inumeras accoes, com a montagem de exposicoes e a promocao
da BD Nacional
O Pepe liderou a criacao de inumeros
fanzines e trouxe novos talentos para se juntarem aquilo que queriamos que
fosse uma revolucao da BD em Portugal.
Trabalhamos juntos em diversas empresas por
onde passamos, desde fotografia publicitaria, a pos-producao video e
audiovisuais, eramos inseparaveis.
Continuamos inseparaveis,
Um forte abraco do teu amigo
Paulo Goncalves (Batata)
-->30 janeiro 2019
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